Durante meu mestrado em Pedagogia do Esporte na Unicamp, passei por uma fase em que eu estava “travado”, não conseguia colocar minhas idéias no papel, possuía uma quantidade enorme de informações e não conseguia organiza-las na minha dissertação.

E em uma reunião com meu orientador, Prof. Dr. Orival Andries Jr., ele me lembrou de um texto que eu havia escrito para um trabalho na disciplina de Psicologia do Esporte.

Nesse texto eu falava sobre a utilização de atividades lúdicas para o ensino da natação, que aliais era o tema da minha dissertação.

Mas o que tornava esse texto interessante para que eu conseguisse me destravar???

A forma dele! Era uma história! Uma Narrativa!

Eu perguntei: "Posso fazer uma dissertação de mestrado em forma de história?"

Orival me respondeu:
 

"QUEM DISSE QUE NÃO PODE?"


Essa resposta foi para mim libertadora, "destravei" na hora!!!

Quando o Orival me disse isso, fiz uma viagem no tempo, voltei aos meus tempos de escola, no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora em Ribeirão Preto. Eu ia muito mal em redação, minha letra sempre foi feia (para ser otimista), tirava notas baixas e detestava a matéria.

Um dia uma professora fez a diferença na minha vida. A Profa. Fátima Chaguri.

Ela me disse para que eu arrumasse um caderno e nele eu deveria escrever histórias, o que eu quisesse, deixando minha imaginação fluir e mostrar para ela toda semana.

Comecei a escrever meio tímido e quando mostrei para ela já espera muitas críticas, mas foi diferente. Ela corrigiu alguns erros de português, pontuação... e só! Me parabenizou pela criatividade e me incentivou a escrever mais!

Lembro-me que passei criar as histórias mais mirabolantes, deixando a minha imaginação fluir.

O que a Profa. Fátima fez para mim, foi simplesmente me fazer acreditar que eu posso! E anos depois mais uma pessoa estava me mostrando que eu posso!

Escrevi minha dissertação em forma de história e essa se transformou em um livro: Aprendendo a Nadar em Ludicidade.

Em muitos momentos de nossa vida, temos sonhos, idéias, desejos, objetivos e muitas vezes ficamos presos em pensamentos sabotadores e não percebemos que esse recurso sempre esteve dentro de nós.

Principalmente quando somos mais jovens, utilizamos esses recursos e temos resultados impressionantes. Atingimos objetivos, realizamos sonhos, conquistamos objetivos.

Mas em outros momentos vida deixamos de acreditar no nosso potencial e passamos a alimentar o que é negativo.

Nesses momentos que temos que nos perguntar:

 

"QUEM DISSE QUE NÃO PODE?"

 

Algumas pessoas falaram para Steve Jobs que o IPhone seria um fracasso, por não possuir teclas. Provavelmente ele deve ter respondido:

 

"QUEM DISSE QUE NÃO PODE?"

 

Basta observar como são os smathphones atuais.
Se alguém falasse para o Ayrton Senna que quem larga do box, depois de todos os outros pilotos da corrida, não pode ganhar a corrida.
Que seria impossível terminar uma corrida com apenas a sexta marcha e ganhar!
Provavelmente ele deve ter respondido:

 

"QUEM DISSE QUE NÃO PODE?"

 

Se alguém dissesse ao Ricardo Prado, que um nadador brasileiro, com menos de 1,70 de altura não conseguiria ganhar medalhas na olimpíada.
Para o Garrincha que ele não poderia andar direito.
Para o Ronaldo que depois de tantas cirurgias no joelho que ele não voltaria a jogar futebol.
Que Joaquim Barbosa por ser negro não seria juiz do STF.
Acredite em você, basta dar o primeiro passo, perceba que você é capaz e pergunte a você mesmo:

 

“QUEM DISSE QUE NÃO PODE?”